Páginas

Mostrando postagens com marcador Nambú. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Nambú. Mostrar todas as postagens

domingo, 18 de maio de 2014

Azulona (Tinamus tao)

ZOOLOGIA - 334
CLASSE DAS AVES - 221
ORDEM TINAMIFORMES - 2
FAMÍLIA TINAMIDAE - 2
GÊNERO TINAMUS - 1


ESPÉCIE: Azulona (Tinamus tao) - Temminck, 1815 [LC].

               A Azulona (Tinamus tao) é uma ave cinegética encontrada na Amazônia brasileira e na bacia do Alto Paraguai, exclusivamente em áreas da mata-de-terra-firme. 

Descrição
               Sua coloração é de tom cinza-ardósia. Mede 52 centímetros e cerca de 2,5 kg ou mais. 

Reprodução
               Em observações de campo conduzidas pelo ornitólogo José Carlos Reis de Magalhães, encontrou a relação de sexos de dois machos para cada fêmea, que a postura era, sempre, de três ovos e as fêmeas acasalam duas vezes na estação, com dois machos diferentes e consecutivos. A estratégia reprodutiva da Azulona indica que a espécie tem estado sujeita a fortes pressões predatórias, tendo assim caminhado, evolutivamente, para a solução de reduzir a postura para três ovos e fazer duas posturas por ano, reduzindo riscos. Uma peculiaridade sobre os ovos da Azulona, está no fato de serem quase perfeitamente esféricos, em nada oblongos, como os de Tinamus solitarius, porém idênticos na coloração verde-azulada.

               As estreitas afinidades entre o Macuco e a Azulona sempre foram objeto das cogitações dos sistematas que os estudaram. As diferenças entre eles estão, praticamente, no colorido, já que, morfologicamente, são idênticos. Apenas no peso, nossos dados acusam pequena vantagem para a azulona. É provável que macuco e azulona venham de um ancestral comum e que, por razões climáticas, foram separados pela ocorrência de soluções de continuidade entre as áreas florestadas da Amazônia e do Sudeste (Mata Atlântica). 

               Mantiveram muita coisa em comum, como a voz, igualmente eficiente para ambas, nos biótopos semelhantes em que remanesceram. A azulona apresenta subespécies ou raças geográficas, ao longo de suas áreas de ocorrência, onde divide o habitat com outros representantes do gênero Tinamus, como o Inhambu-galinha (Tinamus guttatus) e o Inhambu-açu (Tinamus major), este encontrado na mata-de várzea.

Galeria: 13.













terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

Inhambu-chororó (Crypturellus parvirostris)

ZOOLOGIA - 314
CLASSE DAS AVES - 201
ORDEM TINAMIFORMES - 1
FAMÍLIA TINAMIDAE - 1
GÊNERO CRYPTURELUS - 1


ESPÉCIE: Inhambu-chororó (Crypturellus parvirostris) - Wagler, 1827 [LC].

                O Inhambu-chororó (Crypturellus parvirostris), também conhecida popularmente no Brasil por inambuzinho e Xororó, em inglês: "Small-billed tinamou". 

Descrição
                É a menor espécie do seu Gênero, medindo cerca de 19 a 22 centímetros. 
O Inhambu-chororó é de aproximadamente 22 centímetros de comprimento. Ele possui a parte superior de coloração marrom escuro, com cinza a marrom em peças e cabeça. Seu bico e os seus pés são vermelhos.

                Há pouco dimorfismo entre os sexos, tendo a fêmea o bico vermelho-carmim intenso, e maior porte. O macho tem o bico escurecido na ponta e vermelho esmaecido na base. A vocalização entre os dois sexos também é diferenciada.

Distribuição Geográfica
                É uma ave de vasta distribuição geográfica no Brasil, habitando campos sujos, capoeiras, plantações e divisas de pastos. Terrícola, alimenta-se de sementes. É ave cinegética. Ocorre ao sul do Amazonas, Pará ao nordeste, sudeste e sul do Brasil, também é encontrado no Peru, Bolívia, Paraguai e Argentina.

Vocalização
                Sua vocalização consiste numa sequência de notas em escala descendente. Adapta-se bem ao cativeiro, tendo ótima capacidade de reprodução, o que favorece ao repovoamento em áreas naturais.

Reprodução
                Sua postura consiste em 4 ou 5 ovos de coloração rósea-arroxeado.
                O macho incuba os ovos que podem vir de até quatro fêmeas diferentes, em seguida, irá criá-los até que estejam prontos para ser por conta própria, geralmente 2 a 3 semanas. O ninho está localizado no terreno em mata densa ou entre contrafortes raízes levantadas.

Dieta
                À semelhança de outros Inhambus, o Inhambu-chororó come frutas do chão ou arbustos de baixa altitude. Eles também comem pequenas quantidades de invertebrados, botões de flores, folhas tenras, sementes e raízes.

Taxonomia
                O Inhambu-chororó é uma espécie monotípicas. Todos os Inhambus são da família Tinamidae, e no esquema maior também são Ratites. Ao contrário de outras aves corredoras, os Inhambus pode voar, embora, em geral, eles não são pilotos fortes. Todas as ratites evoluiu de aves voadoras pré-históricas, e os Inhambus são o parente vivo mais próximo dessas aves.

Etimologia
                O Crypturellus é um Gênero formado a partir de três palavras latinos ou gregos. Kruptos que significa coberto ou escondido, oura significa cauda e Ellus que significa diminutivo. Portanto Crypturellus significa pequena cauda escondida.

Habitats
                O Inhambu-chororó prefere savana seca, mas também irá residir em matagal e planície. Seu alcance é amazônica da América do Sul; Brasil, exceto para a região sudeste, nordeste do Peru, leste da Bolívia, Paraguai e nordeste da Argentina.

Conservação
                A IUCN classifica esta espécie de Inhambu como pouco preocupante, [LC] com uma faixa de ocorrência de 6.700 mil quilômetros².

Galeria: 25.